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Polícia Civil desarticula esquema de corrupção e fraude financeira na Casan

Polícia Civil desarticula esquema de corrupção e fraude financeira na Casan

Data de Publicação: 14 de maio de 2026 14:19:00

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A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor), deflagrou entre os dias 28 e 29 de abril a Operação “Emissário”. A ofensiva visa desarticular um complexo esquema de corrupção ativa, passiva e crimes contra o sistema financeiro que teria drenado recursos da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) entre os anos de 2014 e 2020. O nome da operação remete simbolicamente ao escoamento e à condução irregular de valores dos cofres públicos.

A investigação foi desencadeada após uma requisição do Ministério Público, fundamentada em relatórios técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC). Os documentos revelaram um prejuízo expressivo à estatal catarinense, fruto de operações financeiras estruturadas. Segundo o inquérito, o esquema utilizava fundos de investimento, aquisição de ativos e movimentações societárias para desviar verbas públicas. Os registros apontam que, após aportes realizados até 2017, um dos fundos de investimento utilizados na manobra foi valorado em zero no ano de 2020, consolidando a perda total do patrimônio aplicado.

O modus operandi consistia na utilização de instrumentos financeiros complexos para direcionar capital a empresas privadas vinculadas a um dos investigados. Com o objetivo de identificar os beneficiários finais e o papel de cada agente público e operador financeiro no grupo, a polícia cumpriu sete mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nos municípios de Florianópolis, Rancho Queimado e também na cidade do Rio de Janeiro, resultando na coleta de documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis que passarão por perícia.

A operação mobilizou um expressivo contingente policial, contando com o apoio de 25 agentes das unidades da Decor de diversas regiões, além da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Dras), do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Agora, as autoridades concentram os esforços na análise do material apreendido para aprofundar as provas e detalhar a dinâmica das transações ilícitas que comprometeram o patrimônio da companhia de saneamento durante seis anos.

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